sábado, 8 de dezembro de 2012




UM POEMA DEDICADO A PIERRE-AUGUSTE RENOIR
Hideo Yahiro

Um sol emaranhou-se
em delgados galhos de salgueiro
e o enalteceu.
De supetim, um pardal pousou
num galho; luziluziu
o então caleidoscópio.
Elo-lume
entre solidão
e memória.
Certo olhar quase...
duma pequena ao crepúsculo
respigando ervas daninhas
deixadas por uma ceifa adulta.
O adulto quer o tempo, esquece o instante,
o olhar.
Um olhar quase sem querer
nos olhos da pequena
plena de ervas daninhas
em sua saia.
Vai, pequena, vai brincar no riacho!
O sol já está se pondo!
Não me deixes, pequena, que ame o fenecimento.
Vai... teus olhos d’água,
ao crepúsculo,
serão infinitamente...

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POEMA DEDICADO A PIERRE AUGUSTE RENOIR
Hideo Yahiro

Um sol emaranhou-se
em delgados galhos de salgueiro
e o enalteceu. De supetim, um pardal pousou
num galho. Luziluziu
o então caleidoscópio.
Elo-lume
entre a solidão
e a memória.
Certo olhar quase...
duma pequena ao crepúsculo
respigando ervas daninhas
deixadas por uma ceifa enferma.
Triste foice que persegue o tempo,
esquece o instante,
o olhar.
Um olhar quase sem querer
nos olhos da pequena,
plena de ervas daninhas
em sua saia.
Vai, pequena, vai brincar no riacho!
O sol já está a se pôr!
Não me deixes, pequena, que ame o fenecimento.
Vai... teus olhos d’água,
ao crepúsculo,
serão
infinitamente...


Nota: Este poema apresenta pequenas variações. A versão de cima é anterior, e me parece que “o olhar quase sem querer” do poeta jovem é ainda mais belo. O poeta vai tingindo o vazio com cores impressionistas.  

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