domingo, 17 de novembro de 2013

VALÉRIA
(Hideo Yahiro)

Bom seria fosse todo dia
um dia ensolarado de outono
para que minha mente sempre sempre
se enternecesse espontânea e sensível...
Ah! Lá vem o urso panda!
E o poeta ensimesmado fica alegre assim!
Pois vem lá do bambual
que inda balouça balouça
e senta em relva livre livre
e papa folhas de bambu
como se o Tibé fosse aqui
neste solo tropical.

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Bem que eu queria fosse todo dia
um dia de outono ensolarado
a fim de que este tolo espírito
se enternecesse espontâneo e sensível.
Ah! Lá vem o urso panda!
E o poeta ensimesmado fica alegre assim!
Pois vem lá de um labiríntico bambual
que ainda, barulhento, balouça,
ávido, de não sei o quê.
Mas quando se aproxima da relva plana,
Livre do insípido vento,
liberto de todo resto de nada,
senta na grama resoluto
e papa folhas de bambu,
como se o Tibete fosse aqui
neste solo tropical.



Obs.:  O poema apresenta variações, a versão de cima tem título e, pelo que sei, é mais antiga. 

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