sábado, 22 de fevereiro de 2014



o marido avança

sobe na cadeira

e se enforca na aliança



7 comentários:

  1. "Os namorados nada sabem do casamento e,
    casados, esquecem o namoro."

    Carlos Drummond

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  2. Citaste uma maravilhosa máxima/mínima. Até coloquei o link para o livro na lateral. Olha essa que acabei de ler em O Avesso das Coisas:

    "A beleza é a mais deslumbrante contestação da vida real." (Carlos Drummond)

    Abraços drummondianos

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  3. TAMBÉM ACHO ESSA MINIMA MARAVILHOSA, ESSA QUE VC COLOCOU É MUITO BOA, NÃO LEMBRO DELA NO LIVRO. EU JA LI ESSE LIVRO O AVESSO DAS COISAS, NELE TEM AS "MINIMAS" DO DRUMMOND QUE NA VERDADE SÃO MAXIMAS...RSRS...TODAS COM UMA RIQUEZA SEM TAMANHO COMO POR EXEMPLO Entre as diversas formas de mendicância, "a mais
    humilhante é a do amor implorado."

    NOSSA MAS ALI EXISTEM TANTAS QUE EU REALMENTE QUERIA PODER GUARDAR CADA UMA, UMA PARA CADA MOMENTO...

    JA QUE VC ME DEU ABRAÇOS DRUMMONDIANO VOU RETRIBUIR COM UMA FORMA DO DRUMMOND

    ABRAÇOS CUMPLICES(O QUE NÃO SIGNIFICA QUE EU SEJA POETA MAS SINTO QUE COMPARTILHAMOS DO MESMO AMOR PELA POESIA.

    INTÉ

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  4. Essa mínima do amor implorado é genial também. Faz pouco tempo que descobri O Avesso das Coisas, uns 4 ou 5 meses. Lembro que não consegui parar de ler. Sempre que vou dar uma olhada rápida... o livro me prende, como ontem. Você comentou que não é poeta e então fiquei pensando o que é um poeta. Será que é alguém que enxerga as coisas pelo avesso? Olha essa outra máxima do itabirano:

    "A vida é breve, mas a velhice é longa"

    Forte abraço.

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  5. Caro JC agora vc me pegou, não sei como definir um poeta...alias será que há alguma definição??
    Sabe vejo poesia no sol, em um rio, num riacho, em uma cachoeira...para mim tudo isso é poesia, o canto de um tico-tico...rsrs...é tanta poesia que "meu coração cresce dez metros e explode"...O drummond é hironico, pessimista tb, mas é um pessimismo atraente, não sei se é a palavra correta, talvez se usarmos no sentido de seu radical que é atrair, uma obra que nos prende. Seja com um poemas de 5 paginas seja por uma simples minima...

    Abraços cumplices e drummondianos, quintanos...ou o que seja

    inté

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  6. Oi. Bom dia minha/meu camarada de poesia. Permita-me viajar um pouco nesses momentos que precedem a feijoada, a caipirinha e o torresmo. Também há poesia na feijoada, e como há rsrs. Então, para mim poesia é atritar as palavras para tentar iluminar debaixo do nariz, ou produzir estranhamento, ou produzir boniteza. O que me fascina é que geralmente escrevo sem saber ao certo o que vai sair. Pode sair algo legal, ou não. O problema é quando a fascinação de concluir alguma coisa nos cega e não percebemos que o poema é ruim, acontece. Bom, acho que o belo de um riacho já está nele, dá para captar com os sentidos. Já o poeta precisa fazer passar um riacho pelo papel. Tô viajando mesmo rsrs. Esse poeminha (Crise conjugal), por exemplo, surgiu a partir da palavra aliança. Curiosamente a última palavra do poema. Manuseando-a saiu isso aí.

    Forte abraço e boa feijoada.

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  7. Depois de uma deliciosa feijoada, pense no que vc disse...e agora nessas horas dentro de um escritorio em que o tempo parece por pirraça não querer passar fico a ler, a pensar...Não é viajem o que vc disse, a poesia é isso mesmo, um riacho que passa pelo papel. Tem um poema do Manuel Bandeira "versos escritos n'agua" não é muito bom não, é de sua fase simbolista. Mas o titulo é nteressante, o que é um verso escrito na agua, ele não fixa, =desaparece, escorre e fica apenas na memoria. Poderia ficar cega hoje, mas esse poema cirandinha ja esta fixo na memoria, assim como esse do bandeira. E não sei se vc tem todos os seus poemas decorados, pois imagino que vc tenha bem mais do que divulga nesse blog, ja que intenciona um livro, ou não, não sei. Mas o sentimento a sensação e mesmo a visão são coisas que ficam na gente. Adorei a Feijoada do almoço, e saboreio da sua fejuca de palavras.

    Bom resto de tarde onde os segundos se negam a passar.

    Grande beijo e forte abraço

    O Amigo(a) anônimo de sempre.

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