domingo, 6 de outubro de 2013

FILHO


Meu filho que não veio
voa no vento

e suga o seio da noite,
em estado de ausência.

Procuro seu corpo,
que some no vácuo,

dissolvendo-se
hipoteticodedutivo.

Meu filho que não veio
jaz no campo das possibilidades.

Um comentário:

  1. Lindo poema, engraçado pq antes esse poema me lembrava outro, agora não sei pq me veio a imagem do poema do Drummond "fulana", "as vezes ela existe demais"...

    Gostei muisso

    Dani Pança

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