sábado, 22 de janeiro de 2011

RelATO: Passe Livre – SP – 20.01.2011


            
É muito bom ver a juventude protestando nas ruas. Por outro lado, é ruim constatar que os já não tão jovens não estiveram presentes. Vi pouca gente da época da AGP – Ação Global dos Povos. Por falar nisso, quase não havia mascarados, resgatar as mascaras é uma boa forma de colorir o Ato e de dificultar a identificação de manifestantes.
        


Os partidos institucionais estavam lá. Como sempre com muitas bandeiras próprias e poucas diretamente relacionadas à luta específica da manifestação. Penso que um dia eles perceberão que só se queimam com essa prática, nada que não se resolva nos próximos 600 anos. O perigo é capitalismo acabar antes.
           


Do meio da manifestação era difícil precisar a quantidade de pessoas presentes, mas 4.000 me parece uma boa estimativa. A população nas janelas, sacadas e calçadas apoiou. Os que passavam dentro dos ônibus também aprovaram.



A polícia se fez presente com várias viaturas e provocações, logo na saída eles partiram para cima da manifestação com suas motos, numa clara tentativa de intimidação. Mas ficou nisso. Caminhamos do começo ao fim da Avenida Paulista ocupando duas faixas e sem maiores problemas, inclusive quando paramos a Avenida Brigadeiro Luis Antonio no cruzamento com a Paulista.
            

Politicamente falando, o eixo do Ato foi a redução das tarifas: “óóóóóó, vamo baixa o busão, vamo baixa o busão”.  Não tinha como ser diferente. E aqui é o ponto. A questão é como politizar cada vez mais. De forma que se caminhe da redução da passagem para o passe livre e o transporte de qualidade.

        
O desafio maior é contestar a lógica privatista e neoliberal que está por trás dos aumentos de passagem em todo o Brasil. O caminho para isso é aproximar as diversas lutas. Vítimas do neoliberalismo e do privatismo é o que mais há. Dos alagados da Zona Leste de SP aos sem transporte de todo o Brasil, dos sem teto aos sem emprego. Quinta-feira próxima tem mais. Unamo-nos!

JC

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