sábado, 2 de abril de 2011

Poema carta


Nosso amor acena
do prédio em chamas,
entre labaredas.

Nosso amor arrefeceu,
condensou-se.
Nossos líquidos cristalizados,
cravados na rocha.

Mutilado,
nosso amor percorre ruas de memória,
passando ao estado de esquecimento.

Mas quero cacho negro de cabelo seu
para guardar
e ficar manejando, manejando...

JC

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